Arthur Fery é o único britânico ainda vivo nas simples em Wimbledon após chegar pela primeira vez às oitavas de um Grand Slam. Número 114 do ranking mundial, ele enfrenta o belga Zizou Bergs, 37º do mundo, em sua próxima partida.
A trajetória de Fery até aqui não é uma história simples de formação local. Nascido perto de Paris, filho de pais franceses, ele se mudou para Wimbledon ainda bebê, passou pelo sistema britânico e afirma que a decisão de defender a Grã-Bretanha no circuito profissional ficou clara quando já treinava e vivia no país.
Sua formação também inclui uma passagem por Stanford University, onde conciliou uma bolsa de tênis com o curso de ciência, tecnologia e sociedade. Isso retardou sua entrada em tempo integral na ATP Tour, mas o ambiente universitário parece ter acrescentado uma camada de competitividade ao que ele leva para as partidas.
Com 1,75m, Fery não tem o porte físico típico de um sacador dominante na grama. Seu jogo se apoia mais no retorno, no deslocamento, nos golpes do fundo e na sensibilidade na rede — características que podem tornar interessante o duelo da próxima rodada contra Bergs.
Num momento em que o desempenho do tênis britânico volta a ser examinado com atenção, a campanha de Fery oferece ao público da casa uma narrativa que vai além da cobrança e da pressão. A dúvida agora é se esse avanço será apenas um episódio marcante em Wimbledon ou o início de uma subida mais profunda no circuito.


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