A Espanha saiu campeã da Copa do Mundo de 2026 na maior edição do torneio até agora, com 48 seleções, 104 partidas e 308 gols. O retrato dos dados aponta para uma competição definida não só pela escala, mas também pela forma como as equipes lidaram com desequilíbrios, condições de jogo e profundidade de elenco.
O formato ampliado trouxe uma média alta de 2,96 gols por partida e uma distância média entre rivais no ranking da FIFA que foi relatada como recorde, em 27,3 posições. As equipes melhor colocadas venceram 68,3% dos jogos, enquanto as seleções piores ranqueadas ganharam apenas 12,5%; ainda assim, resultados como o empate da Nova Zelândia com o Irã e o empate de Cabo Verde com a Espanha mostraram que ainda havia espaço para resistência.
O gerenciamento físico virou um tema central. O torneio teve a média de escalações iniciais mais velha já registrada, com 28 anos e 132 dias, enquanto a exigência de viagem variou bastante: Inglaterra e Espanha apareceram entre as seleções que cobriram as maiores distâncias, e o co-anfitrião México teve uma carga bem menor de deslocamento. Calor, umidade e altitude também foram associados a mudanças no volume de corrida e no ritmo das partidas, com pausas para hidratação criando novos pontos de reajuste tático.
Bolas paradas, pênaltis e substituições também influenciaram momentos decisivos. Cerca de um quarto dos gols veio de situações de bola parada; nas cobranças de pênalti com corrida fracionada, a taxa de conversão foi menor do que nas tentativas sem esse recurso; e os reservas marcaram cerca de um quinto de todos os gols. A campanha da Espanha se destacou pelo equilíbrio: pouca dependência de bola parada, profundidade suficiente para Ferran Torres decidir a final vindo do banco, e uma defesa que sofreu apenas um gol em todo o torneio.


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