A Copa do Mundo de 2026 será o primeiro torneio disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, com 48 seleções e 104 partidas. Esse formato ampliado aumentou a expectativa, mas também intensificou dúvidas sobre acesso, segurança e pressão política em torno do evento.
A cobertura da BBC destaca várias áreas de preocupação, incluindo preços altos de ingressos, barreiras de visto e de viagem para torcedores de alguns países participantes e temores de segurança no México ligados à violência de cartéis e a protestos. Na Cidade do México, manifestantes já miraram estátuas relacionadas à Copa do Mundo, enquanto professores ameaçaram atrapalhar jogos em razão de reivindicações salariais.
A participação do Irã se tornou uma das questões politicamente mais sensíveis. A base da seleção foi transferida do Arizona para o México, a federação reclamou do acesso aos ingressos da fase de grupos e o torneio acontece em meio a tensões mais amplas envolvendo Irã e Estados Unidos. A retirada do árbitro somali Omar Artan da lista de oficiais, depois de ele ter sido impedido de entrar nos EUA, acrescentou mais escrutínio à política de imigração e ao acesso ao torneio.
Grupos de direitos humanos também levantaram preocupações sobre a possibilidade de o evento ser usado para construção de imagem política, ao mesmo tempo em que alertam para riscos ligados à fiscalização migratória. Para editores e torcedores, a questão central é saber se o maior evento do futebol conseguirá entregar a celebração global prometida enquanto administra custos e restrições que podem deixar alguns apoiadores de fora.


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