Inglaterra não está parada sob o comando de Steve Borthwick, mas o verão não eliminou as dúvidas em torno da seleção. As vitórias sobre Fiji e Argentina deram um desfecho positivo à campanha depois da derrota para a África do Sul, mas os mesmos problemas de disciplina que prejudicaram a Six Nations continuam sem solução.
A RFU havia apoiado Borthwick depois que Inglaterra venceu apenas uma vez na Six Nations, então os jogos do verão vieram acompanhados de pressão e também de exigências logísticas. A vitória por 73 a 8 sobre Fiji encerrou uma sequência de derrotas, e o triunfo sobre a Argentina manteve a equipe em boa posição na Nations Championship, mas o número de cartões já se tornou persistente demais para ser tratado como problema passageiro.
Houve sinais animadores no ataque. Inglaterra marcou muitos pontos em julho, e o retorno de Immanuel Feyi-Waboso acrescentou mais agressividade, especialmente contra a Argentina, quando sua capacidade de carregar a bola e quebrar linhas se destacou. Tommy Freeman também segue oferecendo perigo na ponta, o que dá à Inglaterra um caminho mais claro para transformar território em pontos.
A questão maior é se Borthwick conseguirá transformar lampejos em uma identidade confiável antes que a janela para a Copa do Mundo fique menor. Com jovens surgindo, Maro Itoje prestes a voltar mais descansado e grandes testes em novembro contra Austrália, Japão e Nova Zelândia pela frente, a Inglaterra tem motivos para otimismo — mas ainda não para certeza.


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