A Escócia tem três pontos nas duas primeiras partidas da Copa do Mundo, depois da vitória por 1 a 0 sobre o Haiti e da derrota por 1 a 0 para o Marrocos. O caminho até a fase de mata-mata continua aberto, mas o duelo com o Brasil vai indicar o quão segura é essa posição.
A principal preocupação está no rendimento ofensivo. Mesmo vencendo o Haiti, a Escócia foi superada em finalizações e em xG; contra o Marrocos, terminou sem um chute no alvo. Che Adams foi substituído por Lyndon Dykes aos 71 minutos nessa partida, após participar pouco do jogo, enquanto outras opções para o ataque podem ganhar importância antes da partida contra o Brasil.
Na defesa, porém, houve sinais mais positivos. O gol cedo de Ismael Saibari expôs a equipe logo de início, mas a linha defensiva reagiu e evitou que o dano aumentasse. As intervenções de Jack Hendry chamaram atenção, e Angus Gunn reforçou sua candidatura à titularidade no gol depois de não sofrer gols contra o Haiti e fazer defesas importantes contra o Marrocos.
O equilíbrio do meio-campo segue como outro problema, especialmente sem Billy Gilmour, fora por causa da lesão no joelho sofrida antes do torneio. A Escócia não conseguiu controlar a posse nem construir ataques pelo centro com consistência, o que aumentou a dependência de bolas diretas e deixou os atacantes mais isolados. A dúvida agora é se Steve Clarke vai priorizar segurança contra o Brasil ou se vai adicionar mais velocidade e risco com jogadores como Ben Gannon-Doak ou Findlay Curtis.


Discussão
Faça login para participar da discussão.
Entrar / Registrar