As técnicas ainda são raras no topo do tênis: apenas quatro jogadoras do top 50 de simples têm uma mulher como técnica principal. A diferença continua mesmo com os números da WTA mostrando a participação feminina entre as treinadoras registradas subindo de 6% em 2017 para 19% em 2026.
Resultados recentes tornaram o tema mais difícil de ignorar. Conchita Martinez, ex-campeã de Wimbledon, levou a jovem Mirra Andreeva, de 19 anos, ao primeiro título de Grand Slam dela no Aberto da França, enquanto o trabalho de Sandra Zaniewska com Marta Kostyuk é outro exemplo de mulheres atuando no mais alto nível do esporte.
Os obstáculos descritos na apuração não se resumem a oportunidade. Exigências de viagens, considerações familiares, o valor dado a parceiros de treino homens e suposições antigas sobre confiança e autoridade ajudam a explicar quem é contratado e quem é considerado para funções de elite.
O Programa de Inclusão de Técnicas da WTA é uma tentativa de ampliar esse caminho. Desde o lançamento em 2021, a iniciativa busca ajudar mulheres a sair dos ambientes de base e de clubes, criando redes, experiência e confiança para funções em níveis mais altos.
A questão mais ampla para o tênis não é se técnicas mulheres são, por natureza, mais adequadas a determinados jogadores, e sim se elas estão recebendo uma chance justa de disputar os mesmos cargos. Visibilidade, acesso e hábitos das jogadoras podem definir a velocidade com que a caixa de treino muda.


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