A Copa do Mundo não produziu um favorito isolado e incontestável à Bola de Ouro, mas mudou o desenho da disputa. Rodri e Lamine Yamal ganharam força com o sucesso da Espanha no torneio, enquanto Harry Kane e Kylian Mbappe seguem em destaque mesmo sem terem chegado à fase decisiva da corrida pelo troféu.
A temporada de Kane em nível de clube foi extraordinária, com 61 gols em 51 partidas pelo Bayern Munich e uma conquista de dupla coroa nacional, mas a campanha da Inglaterra terminou antes da final, apesar de seus seis gols no Mundial. Mbappe também apresenta um argumento estatístico forte, depois de mais uma Chuteira de Ouro e de um grande recorde de gols, embora a ausência de títulos na Copa do Mundo ou no clube possa pesar contra ele.
O caso de Messi se apoia em mais um torneio influente, incluindo um hat-trick contra a Algeria e gols nas quatro partidas seguintes, além de sua história incomparável na Bola de Ouro. A candidatura de Yamal combina o título da LaLiga com o Barcelona, 28 participações em gols e momentos decisivos na Copa do Mundo, embora sua produção ofensiva no torneio tenha sido limitada.
Rodri pode ser o nome que mais mudou ao longo do verão europeu: entrou na temporada com dúvidas sobre o ritmo de jogos pelo clube, mas saiu dela com a Bola de Ouro do Mundial. A cerimônia está marcada para 26 de outubro, em London, deixando para editores e votantes a tarefa de pesar troféus, recordes, influência e narrativa uns contra os outros.


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