Marcus Willis está de volta a Wimbledon na chave de duplas masculinas, 10 anos depois da partida na Centre Court contra Roger Federer em 2016 que o transformou em uma figura cultuada no Reino Unido. Ele e David Stevenson estavam programados para estrear contra Joe Salisbury e Ariel Behar em SW19.
O nome de Willis ainda está ligado àquela partida de segunda rodada de simples, quando ele era o então número 772 do mundo, perdeu por 6-0, 6-3 e 6-4 para Federer, mas produziu uma bola alta que depois lhe rendeu o reconhecimento de Melhor Jogada do Torneio da BBC. O momento mudou a forma como o público o via, ainda que Willis hoje o descreva como apenas uma parte de uma trajetória pessoal e esportiva muito mais longa.
Os anos seguintes não seguiram uma história simples de retorno. De acordo com a reportagem da BBC, Willis se afastou do tênis em 2018 por causa de lesões e do impacto que elas tiveram em sua saúde mental; durante a pandemia, trabalhou no negócio de alvenaria de um primo antes de acabar voltando à competição profissional.
Agora listado em 64º no ranking mundial no contexto de duplas descrito pela fonte, Willis parece encarar o circuito com um ritmo mais estável. A vida em família, um podcast e uma visão mais medida da carreira convivem com a ambição de continuar jogando pelo tempo que o corpo permitir.


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