O novo modo de ultrapassagem de 2026 pode tornar as ultrapassagens em Mônaco um pouco mais plausíveis, mas é improvável que o GP vire uma corrida convencional de ultrapassagens. A mudança mais realista é que os pilotos consigam se aproximar mais quando o desgaste dos pneus e a forma de usar a energia coincidirem a seu favor.
Mônaco continua sendo o circuito mais difícil do calendário para movimentos lado a lado. A corrida do ano passado teve apenas quatro ultrapassagens, contra uma média de 66,9 por GP na temporada de 2025, sem contar as provas sprint, e os carros novos ainda são maiores do que os de duas décadas atrás, mesmo sendo mais estreitos e um pouco mais curtos do que a geração anterior.
A principal diferença técnica está na unidade de potência de 2026 e em sua função de ultrapassagem. Um piloto a até um segundo do carro à frente pode receber 0,5MJ extras de energia elétrica por volta, um sistema que ajudou a provocar trocas de posição repetidas em outras corridas neste ano. Em Mônaco, porém, esse efeito pode ser menor, porque o circuito deve ser menos limitado por energia do que outros traçados.
A classificação pode ser onde a mudança apareça mais. Com muitas zonas de frenagem e poucas retas longas, os carros devem conseguir recuperar energia suficiente para andar perto do máximo ao longo de uma volta, enquanto a FIA vai desativar o modo de asa nas retas e limitar o uso total dos 350kW elétricos acima de 200km/h. O resultado pode ser uma classificação mais intensa, mesmo que no domingo a corrida ainda recompense precisão, cuidado com os pneus e posição de pista.


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