A Football Association não estabeleceu uma posição pública sobre se os jogadores da Inglaterra devem apertar a mão de Thomas Partey antes do jogo de terça-feira pela Copa do Mundo contra Gana. A decisão ficará a cargo de cada atleta durante a cerimônia habitual antes da partida.
Partey, que já jogou com Declan Rice e Bukayo Saka no Arsenal, está disponível para atuar em Boston depois de receber um visto dos Estados Unidos. Ele perdeu a estreia de Gana contra o Panamá porque as autoridades canadenses lhe negaram entrada para a partida em Toronto.
O meio-campista deve ir a julgamento no próximo ano no Southwark Crown Court, após ter sido acusado de múltiplas acusações de estupro e agressão sexual. Ele nega todas as acusações, e seus representantes legais afirmaram que ele quer a chance de limpar seu nome.
O técnico de Gana, Carlos Queiroz, argumentou que Partey deve ser tratado como inocente até prova em contrário. A situação também trouxe atenção para a contestação fracassada de Gana à recusa de visto do Canadá, depois que um tribunal concluiu que a solicitação de Partey respondeu negativamente a perguntas sobre prisões ou acusações anteriores.
Para a Inglaterra, a questão imediata não é a escalação, mas o protocolo: se o aperto de mão padrão deve ser visto como uma rotina neutra ou como um gesto do qual alguns jogadores podem se sentir incapazes de participar. Qualquer cobertura preliminar deve permanecer cautelosa, porque o processo criminal segue em andamento.


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