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Debate sobre preservação de games cresce com a mudança da PlayStation para além dos discos

Frank Cifaldi, da Video Game History Foundation, diz que um mercado de jogos cada vez mais digital pode deixar museus e arquivos com poucas opções práticas de preservação, a menos que surjam caminhos legais mais claros.

Debate sobre preservação de games cresce com a mudança da PlayStation para além dos discos
Crédito da imagem: dexerto.com

Frank Cifaldi, diretor da Video Game History Foundation, alertou que a pirataria pode virar a única forma prática de preservar alguns jogos caso a indústria não ofereça alternativas legais para arquivos e museus. A declaração veio após relatos de que a PlayStation pretende encerrar os discos físicos para novos lançamentos em 2028 e fechar lojas digitais mais antigas.

A preocupação não se limita à perda de acesso de colecionadores a edições físicas. A VGHF sustenta que os discos são uma solução incompleta porque muitos jogos modernos nunca recebem versão física, enquanto outros dependem de atualizações digitais que não ficam registradas apenas no disco.

A fundação já afirmou anteriormente que 87% dos jogos clássicos não estão disponíveis de forma ativa, descrevendo muitos títulos antigos como em risco de desaparecer do acesso legal. Ela também pressiona por reformas que permitam às instituições culturais preservar obras que existem apenas no formato digital sem esbarrar em barreiras de proteção contra cópia.

Para comunidades de esports e games, o tema vai além da nostalgia: cenas competitivas, históricos de modding, ecossistemas online iniciais e tendências de design influentes podem ser difíceis de estudar se o software desaparecer dos canais oficiais. A pergunta editorial central é se publishers, entidades do setor e arquivos conseguem encontrar um modelo que respeite direitos antes que mais jogos fiquem inacessíveis.

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