A classificação de George Russell para o Grande Prêmio da Bélgica foi comprometida por um déficit de velocidade em linha reta que a Mercedes ainda não conseguiu explicar totalmente. Ele largará em quarto em Spa-Francorchamps, 0,508 segundo atrás do companheiro de equipe Kimi Antonelli, que garantiu a pole.
Russell acredita que o problema está prejudicando sua disputa pelo campeonato com Antonelli, já que a diferença entre os dois era de 25 pontos antes da corrida. A Mercedes inicialmente associou parte da desvantagem de Russell à forma como ele vinha administrando as curvas de média e alta velocidade, mas depois reconheceu que ainda havia uma perda clara nas retas que não podia ser atribuída simplesmente ao estilo de pilotagem.
O diretor de engenharia de pista da Mercedes, Andrew Shovlin, disse que a equipe está dando prioridade à investigação, especialmente em torno da perda de entrega de energia na aproximação da última chicane. A McLaren também observou um padrão semelhante entre seus pilotos, com Andrea Stella afirmando que Oscar Piastri perdeu tempo na reta final de uma maneira que não foi atribuída à condução.
O problema alimenta um debate mais amplo sobre as regras atuais das unidades de potência da F1 em Spa. Pilotos como Antonelli, Lando Norris, Max Verstappen e Carlos Sainz Jr. descreveram como a entrega de energia mudou a sensação do circuito, especialmente no segundo setor e em Pouhon, onde os carros agora passam mais tempo gerenciando energia elétrica do que atacando com potência total.


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