Os torcedores da Escócia fizeram da visita a Boston algo muito além do futebol, com grandes multidões, comemorações visíveis e uma recepção calorosa do público local moldando o clima da cidade na Copa do Mundo. A reportagem da BBC afirma que, no momento da publicação, não havia prisões de torcedores escoceses em Boston nem na vizinha Providence.
A passagem do grupo também ganhou contornos virais por causa de uma confusão em torno do haggis, mas o episódio acabou reduzido a uma brincadeira depois da correção feita por Governor Maura Healey. Ainda assim, o foco principal continuou sendo a presença maciça da Tartan Army e o impacto positivo deixado em diferentes pontos da cidade.
Em Fenway Park, durante um jogo do Red Sox, a mobilização escocesa ficou evidente em vários detalhes: um pedido de casamento exibido no telão, torcedores dançando à frente de outros espectadores e o organista Josh Kantor mostrando uma mensagem de apoio à Escócia. Dois dias depois, milhares voltaram para a Pride Night, quando o Toronto Blue Jays esteve na cidade.
A visita foi além do esporte. A prefeita de Boston, Michelle Wu, anunciou uma candidatura de cidade-irmã com Glasgow, e fez isso em um pub escocês, vestindo uma camisa da seleção da Escócia. Para a reportagem, esse tipo de cena ajuda a explicar por que a estadia em Boston passou a ser vista como um encontro entre culturas, e não apenas como uma viagem de torcedores.
O texto também relaciona esse clima ao bom comportamento observado na Baviera dois anos antes, durante o último Campeonato Europeu, quando a torcida escocesa também recebeu elogios por sua conduta, sua generosidade e seu bom humor. A diferença agora é a dimensão: trata-se da primeira Copa do Mundo da Escócia em 28 anos, o que aumenta o peso emocional da viagem.
Com a equipe em campo mantendo a festa viva, um resultado positivo contra o Marrocos pode provocar novas celebrações em Boston. Mesmo assim, a reportagem destaca que a memória mais forte talvez seja outra: a sensação de uma experiência rara, vivida por uma torcida que esperou décadas para voltar a um Mundial e que pode demorar muito para ter algo parecido de novo.
Se a Escócia seguir adiante entre os melhores terceiros colocados, Boston ainda pode voltar a entrar no roteiro. Até lá, a pergunta que fica é qual será o verdadeiro legado da Tartan Army na cidade: a generosidade, o espírito festivo, a visibilidade que deu ao torneio ou a aproximação com Glasgow.


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