Sete pares de irmãos fazem parte desta história da Copa do Mundo, com quatro duplas divididas entre seleções diferentes e três pares dividindo o mesmo elenco. O cruzamento mais chamativo, em tese, é Desire Doue pela França contra Guela Doue pela Costa do Marfim, caso as duas equipes sigam o caminho certo até as oitavas.
Os irmãos Doue mostram como o futebol internacional moderno transforma origens familiares em enredos de torneio. Desire representa a França e atua pelo Paris St-Germain, enquanto Guela representa a Costa do Marfim e joga no Strasbourg; os dois quase se encontraram antes da competição, mas Desire não saiu do banco de reservas.
Eles não estão sozinhos. Os irmãos Williams aparecem separados no cenário internacional, com Nico ligado à Espanha e Inaki ao Gana, enquanto Harry Souttar está com a Austrália e John Souttar com a Escócia. Derrick Luckassen, de Gana, e Brian Brobbey, atacante da Holanda, formam outro par de meio-irmãos em lados diferentes da competição.
Há também irmãos usando as mesmas cores da seleção: Laros e Deroy Duarte atuaram por Cabo Verde em um empate marcante com a Espanha, Curaçao incluiu Leandro e Juninho Bacuna, e a França tem Lucas e Theo Hernandez em seu elenco. Para editores e torcedores, o tema vai além da curiosidade: ele mostra migração, elegibilidade, identidade familiar e as complicações emocionais do maior torneio do futebol.


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