País de Gales e Fiji se enfrentaram apenas 15 vezes em testes oficiais, mas essa rivalidade já produziu vários momentos marcantes do rúgbi. O encontro mais recente em Cardiff chega com Fiji já não sendo vistos apenas como azarões perigosos, e sim como uma equipe que País de Gales precisa tratar como uma ameaça completa.
O ponto de virada ao qual muitos torcedores voltam é a Copa do Mundo de 2007, em Nantes, quando Fiji venceu País de Gales por 38-34 e eliminou os galeses do torneio. O resultado teve consequências importantes, incluindo a saída de Gareth Jenkins do cargo de treinador principal de País de Gales, e mudou a forma como os confrontos seguintes passaram a ser encarados.
Os jogos mais recentes também aumentaram a tensão. País de Gales sobreviveu a uma vitória por 32-26 em Bordeaux, na Copa do Mundo de 2023, depois de fazer 248 tackles, enquanto o triunfo de Fiji por 24-19 em Cardiff, na Autumn Nations Series de 2024, mostrou um time mais controlado, capaz de vencer mesmo atuando grande parte da partida com 14 homens.
A história também inclui momentos além do placar: a força de Josua Tuisova contra País de Gales em 2019, os pontos de Neil Jenkins em 1995, o try de Waisale Rayasi naquele dia e o surgimento posterior de seu filho Salesi com a camisa de Fiji. Até o jogo não oficial de 1964 com o Wales XV continua fazendo parte do folclore compartilhado, lembrado pela cultura das turnês e pela conexão com a torcida que representou.
Para a edição, o principal ângulo é como a imagem de Fiji evoluiu: de equipe admirada pelo espetáculo para um time capaz de impor as condições no plano físico, tático e emocional. País de Gales x Fiji já não é apenas um jogo com potencial para surpresa; virou também uma medida de até onde as duas nações do rúgbi avançaram.


Discussão
Faça login para participar da discussão.
Entrar / Registrar